sexta-feira, 8 de abril de 2011

ALTERAÇÕES QUE OCORREM NO ORGANISMO DURANTE ATIVIDADE FÍSICA

VENTILAÇÃO PULMONAR: Ar que entra e sai dos pulmões.

Duas fases: uma que leva o ar para dentro dos pulmões (inspiração) e outra que elimina (expiração).
Durante o exercício a ventilação pulmonar pode ser 15 a 30 vezes maior do que em repouso.
VENTILAÇÃO POR MINUTO: Volume de ar que inspiramos ou expiramos por minuto.
Esta  ventilação aumenta durante o exercício e é diretamente proporcional aos aumentos nas quantidades de oxigênio consumido e de dióxido de carbono produzido pelos músculos ativos.
Pessoas treinadas tendem a possuir ventilação-por-minuto mais baixa, principalmente atletas de resistência.
Ventilação máxima devida ao exercício pode aumentar de 25 a 30 vezes em relação aos valores de repouso.
Destreinadas: as capacidades são mais baixas. Menor eficiência ventilatória
RAZÕES DESTAS VARIAÇÕES: estímulos químicos, principalmente dióxido de carbono presente no sangue e produzido durante o exercício.
Nem todo ar que inspiramos por minuto toma parte na troca gasosa com os capilares. Só uma parte “ar fresco” que alcança os alvéolos = ventilação alveolar. Esta garante uma boa oxigenação e remoção do dióxido de carbono. O volume de ar que permanece no nariz, boca, faringe, laringe, traquéia, brônquios e bronquíolos, não participam da troca gasosa = espaço morto.
Durante o exercício há uma dilatação (pode duplicar) das passagens respiratórias – mas o volume corrente também aumenta.
Mais ou menos 80% do ar recente inspirado por minuto ventilam os alvéolos.
Durante o exercício, a capacidade difusora aumenta, por causa da abertura de mais alvéolos e capilares, ampliando-se assim a área superficial. Em geral os atletas possuem maiores capacidades difusoras em repouso e durante o exercício do que os não atletas.

EM FUMANTES: Os músculos respiratórios terão que trabalhar mais para consumir mais oxigênio para ventilarem determinada quantidade de ar.

CAUSAS DA DOR DE LADO – dor aguda no gradil costal ou 2o fôlego.
Possíveis razões: Carência de oxigênio nos músculos respiratórios (diafragma e nos músculos intercostais). Fluxo sangüíneo insuficiente.

ALTERAÇÕES CIRCULATÓRIAS.
Aumenta o débito cardíaco que é a quantidade de sangue bombeado (volume de ejeção) pelo coração (ventrículo esquerdo), e por uma redistribuição do fluxo sangüíneo, que se afasta dos órgãos inativos – vasoconstrição -(órgãos viscerais e pele) e se dirige para os músculos esqueléticos ativos – Vasodilatação.
Aumenta a Freqüência: número de vezes que o coração bate por minuto.
Aumenta Temperatura local - Aumento nos níveis de CO2 e ácido lático.
Para levar mais oxigênio, implica aumento no volume de ejeção.
Coração esquerdo – bombeia sangue para os tecidos; coração direito bombeia sangue para os pulmões.

FC – máximas são semelhantes em indivíduos tanto treinados quanto destreinados. Enquanto o volume de ejeção pode duplicar no atleta.

O treinamento exerce um efeito pronunciado sobre a FC, até mesmo em repouso. Ex. Atletas treinados – FC repouso pode ser de apenas 40 p/min.
Destreinados:  FC em repouso pode ser de 90 p/min.

FREQÚÊNCIA CARDÍACA LENTA EM REPOUSO OU DURANTE O EXERCÍCIO É CARACTERÍSTICA DO INDIVÍDUO TREINADO.
FC lenta + Volume de ejeção relativamente grande= Sistema Circulatório eficiente, ou seja, o coração não precisa bater tão freqüentemente.

EQUILÍBRIO TÉRMICO CORPORAL é conseguido quando a perda de calor iguala a produção (ganho) de calor.
O corpo perde calor:
CONVECÇÃO: molécula aquece dilata. Dilatando diminui densidade – tendência é “subir”.
CONDUÇÃO: Através de contato – meio material.
RADIAÇÃO: Todo corpo emite radiação – Infra vermelho.
EVAPORAÇÃO DE SUOR: mudança de fase. Suor (líquido); tendência evaporar. Para evaporar retira calor da pele.
O corpo ganha calor:
Através do metabolismo
Meio ambiente: recebendo fluxo de calor.
Radiação: Sol, ou na quadra coberta. Teto radiando calor.
Convecção: roupa inadequada, impede perda de calor.
Condução: quadra quente – tem que ter meio material.

Reduzir esses efeitos:
Reposição adequada de água e eletrólitos.
Aclimatização ao calor (adaptação).
Conhecimento das limitações impostas pela combinação de exercícios, vestuário e temperatura (calor) ambiente.

FONTE:
FOX-BOWERS-FOSS. Bases Fisiológicas da Educação Física e dos Desportos. 4ed. Rio de Janeiro, Editora: Guanabara Koogan S.A, 1989.

5 comentários:

  1. como se sabe que a pessoa está com anorexia?como começa?

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  2. Mariana, dê uma olhada nesse trecho... Retirei de um site chamado www.tutomania.com.br


    Como se desenvolve a ANOREXIA?
    A preocupação com o peso e a forma corporal leva o adolescente a iniciar uma dieta progressivamente mais seletiva, evitando ao máximo alimentos de alto teor calórico. Aparecem outras estratégias para perda de peso como: exercícios físicos excessivos, vômitos, jejum absoluto etc. A pessoa segue se sentindo gorda apesar de estar extremamente magra, acabando por se tornar escrava das calorias e de rituais em relação à comida. Isola-se da família e dos amigos, ficando cada vez mais triste, irritada e ansiosa. Dificilmente a pessoa admite ter problemas e não aceita ajuda de forma nenhuma. A família às vezes demora para perceber que algo está errado. Assim, as pessoas com anorexia nervosa podem não receber tratamento médico até que tenham se tornado perigosamente magras e desnutridas.

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  3. Nossa super legal me ajudou muito valeu !

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  4. Coração direito e coração esquerdo??

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Educação Física - CONCEITUAÇÃO

Pode-se conceituar a Educação Física no panorama mundial atual como uma atividade educativa por excelência, comprometida com os direitos fundamentais do ser humano (saúde, ocupação saudável do tempo livre, preservação da cultura, entre outros) constituindo, portanto, um meio efetivo para a melhoria da qualidade de vida.

Educação Física hoje e as Representações Sociais
Dos diferentes entendimentos que se tem acerca do que é ou deva ser a Educação Física, resultam diferentes pressupostos teórico-metodológicos para o seu ensino na escola.Atualmente podemos identificar o predomínio de concepções na Educação Física brasileira. Para Castellani Filho (1994), são três as perspectivas que hoje encontram na Educação Física maior significância:

a) uma, que se encontra na sua biologização, ou seja, ocupa-se dos aspectos biológicos da Educação Física;
b) outra, que se percebe na sua psicopedagogização, ocupando-se dos aspectos psicológicos e pedagógicos do ensino da Educação Física; e
c) proposta de uma prática pedagógica transformadora, preocupando-se com os aspectos simbólicos das diferentes manifestações da Educação Física.De fato, a sociedade, a escola ainda hoje, concebe essa área e seu profissional, na escola e fora dela, como a responsável pela garantia da saúde das pessoas por meio de práticas esportivas e de atividades físicas. Tais noções são fortemente reforçadas pela mídia, sobretudo a televisionada, porque, geralmente, quando são realizadas entrevistas e documentários em programas esportivos ou jornalísticos sobre a profissão com ou sem a presença do professor de Educação Física, estas se referem a aspectos sobre atividade física e saúde, detecção de talentos ou outras matérias do gênero que nos permite fazer determinadas leituras de uma área permeada de representações em torno da qual a sociedade constrói concepções idealizadas sobre a Educação Física.


EDUCAÇÃO FÍSICA: HISTÓRIA E REPRESENTAÇÕES SOCIAIS

Analisaremos cada uma dessas concepções delimitando-as e caracterizando-as para um melhor entendimento de como ocorreu o processo de construção das representações sociais da saúde nessas concepções como área encarregada, através das práticas de atividade física e esportivas, de cuidar da “saúde”, de valores “cívicos” e “morais” dos sujeitos sociais.

Concepção Higienista
A Educação Física Higienista surge no Brasil em fins do século XIX. Percorrendo mais de 40 anos de existência, essa concepção é implementada pelo liberalismo burguês, que acreditava resolver os problemas sociais enfrentados pela sociedade brasileira através da escola. “O inchaço das cidades, a formação de bairros insalubres, a proliferação de doenças infecciosas provindas das precárias condições de vida. O pensamento liberal da época não atribuía os inúmeros problemas enfrentados pela sociedade brasileira ao seu modelo sócio-econômico, mas ao analfabetismo e a falta de escolarização da população. A grande concentração de pessoas em um só setor, o aumento de doenças e as péssimas condições de vida constatada nos bairros operários estavam relacionados à “ignorância do povo”.Diante desse quadro social, dissemina-se a noção de que essa sociedade precisa, urgentemente, adquirir hábitos higiênicos no seu dia-a-dia, garantindo que fiquem longe de doenças e sempre sadias.
A Educação Física não era considerada como disciplina pedagógica, mas como um instrumento capaz de promover a saúde das pessoas. Representava a própria extensão dos órgãos de saúde na escola.

Concepção Militarista
A Educação Física Militarista, inspirada pelo movimento fascista, surge em 1931, como disciplina obrigatória nos cursos secundários. Esta foi expandida nas escolas, visando “aperfeiçoar os indivíduos” e promover a “saúde da Pátria”. De fato, tal concepção postula que é possível homogeneizar o povo através das atividades físicas e do desporto, independente de suas diferenças étnicas.
Passa a reforçar ainda mais os interesses de se obter, através de exercícios, pessoas mais fortes e mais saudáveis em condições de defenderem sua pátria.
A representação aparente da concepção militarista era a de obter uma juventude capacitada para suportar o combate, a luta, a guerra. Assim sendo, pregava um tipo de Educação Física “selecionista”, porque os mais fortes, os ditos mais aptos estariam com mais condições de praticá-la. Aqui, a Educação Física apresenta-se como colaboradora do processo de “seleção natural” passando a valorizar e evidenciar os mais “fortes” em detrimento dos mais “fracos”.

Concepção Pedagogicista
No período pós-guerra, compreendido de 1945 a 1964, surge a Educação Física Pedagogicista. Representou um avanço em relação às concepções anteriormente assinaladas, pelo fato de ter considerado a Educação Física uma disciplina escolar. Sua preocupação não era a de ofertar uma formação crítica para a juventude brasileira, mas de mantê-la fora do processo de construção de uma nova consciência capaz de promover a reflexão sobre a realidade social e de não permitir uma diminuição das injustiças e desigualdades da época.
De fato, a Educação Física Pedagogicista, respeitada acima das questões políticas e dos interesses inerentes de cada grupo ou classe social foi implantada na escola pública para fortalecer e encobrir as desigualdades, alterando e limitando a prática da disciplina e a postura do professor.
A tendência em questão, em seu caráter neutro, é quem vai chamar atenção da sociedade para o fato de que a Educação Física não deve apenas funcionar como a responsável pela promoção da saúde ou de disciplinar a juventude, mas deve-se encará-la como uma prática educativa. Portanto, o sentido a ela atribuído se diferencia das tendências anteriores porque propõe uma disciplina preocupada com os aspetos também educacionais.Concepção Competitivista
Com o surgimento da Educação Física Competitivista, consolidava-se a concepção que iria privilegiar o Treinamento esportivo, tornando o “esporte de alto nível” o principal paradigma da Educação Física na escola.
O exagero pela competição, o fortalecimento do individualismo, a busca incessante e a qualquer custo pela vitória são neste momento histórico algumas das marcantes representações veiculadas pela Educação Física. Não diferente das anteriores, essa tendência faz vistas grossas aos conflitos político-sociais, considerando como mais importante o “vencer”. O conteúdo de ensino passa a ser oficialmente o desporto de rendimento ou alto nível, reforçando a noção de que todos podem, independentemente das desiguais oportunidades, praticá-lo a ponto de um dia também chegar ao topo. A conquista do pódio nos esportes serve como metáfora para “o vencer” na vida.

Concepção Popular
Ao contrário das concepções anteriormente citadas, a Educação Física Popular revela uma produção teórica ampla e de fácil acesso.
A Educação Física Popular não está preocupada com a saúde pública, pois entende que tal questão não pode ser discutida desvinculada da problemática forjada pela atual organização social, econômica e política do país. A Educação Física Popular não pretende ser disciplinadora dos sujeitos sociais e muito menos está voltada para o incentivo da busca por medalhas. Ela é, antes de tudo, ludicidade e cooperação, e nesse sentido o desporto, a dança, a ginástica, etc., assumem um papel de promotores de organização e mobilização dos trabalhadores.

O Movimento Psicomotricista
O primeiro estudo a ser explicitado sobre os movimentos renovadores da Educação Física na década de 1980, diz respeito ao “Desenvolvimento Psicomotor” de Jean Le bouch. A psicomotricidade, considerada uma teoria geral do movimento que utiliza na formação do sujeito a estruturação do esquema corporal e as aptidões motoras.
A metodologia da educação pelo movimento, ao identificar-se com a psicocinética, respeitará a estrutura corporal das crianças de acordo com as suas faixas etárias. Neste caso, existe a possibilidade de uma ação educativa que a partir dos movimentos naturais da criança e das atitudes corporais, favorece a originalidade da imagem corporal.

Movimento Humanista
O Movimento Humanista foi formulado pelo autor Vitor Marinho de Oliveira (1985), em seu livro “Educação Física Humanista”, o qual faz opção pela psicologia centrada no cliente de Carl Rogers como fundamentação teórica de sua proposta.
A proposição da Educação Física Humanista leva em consideração os seguintes pontos: aprendizagem significativa e a Educação Física Escolar o potencial criativo e a Educação Física Escolar; a individualidade e a Educação Física Escolar; o jogo e a Educação Física Escolar; o exercício natural e a Educação Física Escolar; e a liberdade e a Educação Física Escolar.

O Esporte Para Todos (EPT)
O movimento renovador Esporte Para Todos (EPT) foi apresentado por Dieckrt (1985). Surge por se contrapor ao esporte de rendimento o qual vinha sendo desenvolvido nas aulas de Educação Física escolar. Essa contraposição é reforçada a partir do momento em que o autor apresenta as características do esporte a ser praticado por atletas de alto nível e do tipo de esporte a ser desenvolvido para todos.
A idéia é a de que se de um lado o esporte de rendimento impõe regras de nível internacional, voltado pra pessoas aptas (atletas) a realizá-lo, por outro se dispõe do EPT, que voltado como proposta ao atendimento de todos, apresenta-se desvinculado de performances meramente técnicas podendo ser praticado por todas as idades para a melhora da qualidade de vida através da prática de atividades físicas, recreativas e esportivas.Nesse sentido, nas aulas de Educação Física, o esporte é o conteúdo eleito para garantir a participação de todos nas atividades corporais.

O Movimento EPT, apresenta-se como uma proposta alternativa em relação ao esporte de rendimento. Assim, no meio educacional e, em particular, na Educação Física, as aulas deixam de ser centradas no professor passando a serem centradas no aluno, considerando o educando como sujeito do (e no) processo.

A EDUCAÇÃO FÍSICA NO BRASIL


Os índios - No Brasil colônia - Os primeiros habitantes, os índios, deram pouca contribuição a não ser os movimentos rústicos naturais tais como nadar, correr atrás da caça, lançar, e o arco e flecha. Na suas tradições incluem-se as danças, cada uma com significado diferente: homenageando o sol, a lua, os Deuses da guerra e da paz, os casamentos etc. Entre os jogos incluem-se as lutas, a peteca, a corrida de troncos entre outras que não foram absorvidas pelos colonizadores. Sabe-se que os índios não eram muito fortes e não se adaptavam ao trabalho escravo.

Os negros e a capoeira - Sabe-se que vieram para o Brasil para o trabalho escravo e as fugas para os Quilombos os obrigava a lutar sem armas contra os capitães-do-mato, homens a mando dos senhores de engenho que entravam mato a dentro para recapturar os escravos. Com o instinto natural, os negros descobriram ser o próprio corpo uma arma poderosa e o elemento surpresa. A inspiração veio da observação da briga dos animais e das raízes culturais africanas. O nome capoeira veio do mato onde entrincheiravam-se para treinar. "Um estranho jogo de corpo dos escravos desferindo coices e marradas, como se fossem verdadeiros animais indomáveis". São algumas das citações de capitães-do-mato e comandantes de expedições descritas nos poucos alfarrábios que restaram. Rui Barbosa mandou queimar tudo relacionado à escravidão.Brasil Império - Em 1851 a lei de n.º 630 inclui a ginástica nos currículos escolares. Embora Rui Barbosa não quisesse que o povo soubesse da história dos negros, preconizava a obrigatoriedade da Educação Física nas escolas primárias de secundárias praticada 4 vezes por semana durante 30 minutos.Brasil República - Essa foi uma época onde começou a profissionalização da Educação Física.As políticas públicas - Até os anos 60 o processo ficou limitado ao desenvolvimento das estruturas organizacionais e administrativas específicas tais como: Divisão de Educação Física e o Conselho Nacional de Desportos.Os anos 70, marcado pela ditadura militar, a Educação Física era usada, não para fins educativos, mas de propaganda do governo sendo todos os ramos e níveis de ensino voltada para os esportes de alto rendimento.Nos anos 80 a Educação Física vive uma crise existencial à procura de propósitos voltados à sociedade. No esporte de alto rendimento a mudança nas estruturas de poder e os incentivos fiscais deram origem aos patrocínios e empresas podendo contratar atletas funcionários fazendo surgir uma boa geração de campeões das equipes Atlântica Boa Vista, Bradesco, Pirelli entre outras.

Nos anos 90 o esporte passa a ser visto como meio de promoção à saúde acessível a todos manifestada de três formas: esporte educação, esporte participação e esporte performance. A Educação Física finalmente regulamentada é de fato e de direito uma profissão a qual compete mediar e conduzir todo o processo.